Institucional · Processos
Três processos. Cada um resolve um problema diferente.
Não existe processo melhor — existe o processo certo para a tiragem, o material e o ambiente em que a peça vai trabalhar. Abaixo, o que cada um faz bem e onde ele não é a escolha certa.
01 · Processo
Serigrafia industrial
Tintas resistentes a solvente, abrasão e UV. Cor sólida, opacidade total e repetibilidade de lote a lote.
A tinta é depositada através de uma tela de malha fina, camada por camada, uma cor de cada vez. A espessura do depósito é muito maior que a de qualquer processo digital — é isso que dá opacidade total mesmo em cores claras sobre fundo escuro e o que sustenta a cor sob luz UV e limpeza com solvente.
Em frontais de painel a impressão é feita pelo verso do policarbonato: a tinta fica entre o filme e o adesivo, protegida pela própria espessura do material. O dedo do operador nunca toca a imagem, só a superfície do plástico. É a razão pela qual um frontal serigrafado sobrevive a anos de uso contínuo sem apagar.
Cada cor exige uma tela, então o custo de preparação é fixo e se dilui na tiragem. Para séries repetitivas do mesmo desenho, é o processo mais econômico e o mais estável.
02 · Processo
Impressão digital
Policromia sem limite de cores, dados variáveis e numeração sequencial. Sem custo de tela por cor.
Sem telas e sem preparação por cor, o custo não cresce com a quantidade de cores do desenho. Degradês, fotografias e logotipos com muitas tonalidades saem em uma única passagem.
É o processo que permite dado variável: cada peça pode sair com número de série, código de barras, QR Code ou texto diferente sem parar a produção. Para controle patrimonial e rastreabilidade, isso não é um recurso — é o requisito.
Também é o caminho natural para protótipo e homologação. Uma peça única sai com o mesmo arquivo que depois vai para a serigrafia quando a série for aprovada.
03 · Processo
Gravação em baixo relevo
Usinagem em alumínio e inox. A informação fica dentro do metal, não sobre ele — resiste a calor, óleo e abrasão.
A ferramenta remove material e a informação passa a fazer parte da peça. Não há camada para descascar, desbotar ou ser removida com solvente: para apagar uma placa gravada é preciso usinar o metal de novo.
É o processo indicado quando a identificação precisa sobreviver ao equipamento — placas de série, TAG, placas de característica e identificação de máquina que ficam expostas a calor, vapor, óleo de corte e lavagem sob pressão.
Em alumínio anodizado o sulco pode receber tinta de preenchimento para aumentar o contraste. Em inox 304 e 316 a gravação normalmente fica sem preenchimento, para não introduzir material estranho em ambiente alimentício ou farmacêutico.
Comparativo rápido
| Critério | Serigrafia | Digital | Gravação |
|---|---|---|---|
| Tiragem indicada | Séries repetitivas | Peça única a lotes curtos | Qualquer, definida pelo tempo de usinagem |
| Custo por cor | Uma tela por cor, diluída na série | Indiferente ao número de cores | Não se aplica |
| Dado variável | Não | Sim — número de série, código de barras, QR | Sim, com tempo de máquina por peça |
| Resistência da marcação | Tinta protegida pelo verso do filme | Tinta protegida por verniz ou laminação | A marcação está dentro do metal |
| Material base | Policarbonato e poliéster | Policarbonato, poliéster e vinil | Alumínio e inox |
Na dúvida entre dois processos?
Descreva a aplicação e a tiragem. Indicamos o processo, o material e o acabamento — e, se fizer sentido, produzimos o protótipo em digital antes de abrir tela para a série.